terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

BOXE




BOXE – Sua Origem

Fonte: São Paulo (Estado) Secretaria da Educação.


Várias modalidades de luta com os punhos (ou pugilismo) surgiram na história humana, desde o ano 4000 a.C., na região hoje denominada Etiópia, no continente africano, de onde se espalhou para o Egito Antigo e eventualmente para toda a área do Mediterrâneo.

O pugilismo foi introduzido nos Jogos Olímpicos da antiga Grécia a partir de 600 a.C. Com o avanço do Cristianismo, praticamente desapareceu da Europa, até ressurgir, no final do século XVII, com características mais próximas do que conhecemos hoje por boxe.

James Figg foi um dos mais importantes lutadores ingleses do século XVII, e dominava também a técnica da luta com espada, adaga, bastão e porrete. Foi também o primeiro a anunciar publicamente o ensino do boxe, um dos responsáveis pela gradual evolução da técnica e desempenho do boxe e um dos primeiros lutadores a ganhar prêmios pelas lutas. A iniciativa de Figg, além de popularizar as sessões de sparring (indivíduo que, devidamente protegido, recebe os golpes do lutador nos treinos), promoveu também a abertura de novos locais destinados à prática do esporte.

Mas foi apenas em meados do século XVIII que o boxe se tornou um esporte popular, principalmente na Grã-Bretanha. Ao longo dos anos, o boxe inglês foi desenvolvido com três regras distintas: as regras de Broughton (1743), as regras de Londres (1838, com modificações em 1853 e 1866) e as regras de Queensberry (1867), que representaram a normatização e valores da aristocracia inglesa. Tais regulamentações estavam relacionadas às técnicas de combate, duração de lutas e qualificação dos lutadores.

Por volta do século XIX existiam boxeadores que ganhavam muito dinheiro em apostas, chegando a ultrapassar o valor de 5 mil libras. Em razão das constantes variações de regras, muitos combates duravam cerca de 80, 90 e até mais de 100 assaltos.

Até meados do século XIX, o boxe era considerado ilegal na Inglaterra. Muitas vezes a polícia invadia os ringues e prendia os lutadores. John Sulivan, um dos mais conhecidos pugilistas ingleses, foi preso várias vezes. Contudo, essa repressão teve seu lado positivo, pois acarretou significativas mudanças nas regras, o que permitiu que o boxe evoluísse como esporte.

A brutalidade entre os lutadores passou a ser controlada e regras mais sistematizadas passaram a ser difundidas. Um exemplo é o uso das luvas, equipamento que permite minimizar a violência. Em 1880, o uso de luvas passa a ser generalizado e, em 1892, passou a ser equipamento obrigatório, no conjunto das novas regras então proclamadas.

Nos Estados Unidos da América, no início do século XIX, o boxe também era considerado ilegal na maioria dos Estados. Os praticantes e fãs precisavam estar atentos à ação da polícia e de outras autoridades, que combatiam os eventos ligados à prática da luta. Dessa maneira, as primeiras lutas por títulos foram travadas em locais afastados, em ambientes rurais, escondidos do grande público.

Podemos dizer que o boxe passou por inúmeras modificações, mas, infelizmente, ainda é visto com muito preconceito, considerado como uma luta violenta e até mesmo perigosa. De fato, antes de sua legalização, em 1882, muitos fatos contribuíram para construir essa visão, pois algumas lutas envolviam apostas de grandes valores e não existia número máximo de rounds ou separação dos lutadores por categorias de peso, o que levou muitos lutadores a perderem a vida.

A seguir as principais regras do boxe na atualidade, nas categorias profissional e amador, e as divisões das categorias por peso e sexo.

boxe profissional
boxe amador
Masculino: 4 a 10 assaltos (rounds), de três
minutos cada, e 12 assaltos (para pontuação
internacional).
Feminino: 4 a 8 assaltos (rounds), de dois
minutos cada.
Masculino: 3 assaltos (rounds) com dois minutos,
para estreantes, e para os demais 4 assaltos,
com duração de três minutos.
Feminino: 3 assaltos (rounds) de dois minutos.
Vencedor: pontos, nocaute, abandono ou
desclassificação.
Empate: decisão dos árbitros.
Vencedor: pontos, nocaute, abandono ou
desclassificação.
Empate: decisão dos árbitros.
17 categorias – masculino e feminino, de
acordo com os pesos dos lutadores.
11 categorias, de acordo com os pesos dos
lutadores.
Masculino: protetor bucal e genital;
Feminino: protetor bucal e, opcional,
protetor de seios.
Masculino: protetor bucal, genital e de cabeça;
Feminino: protetor bucal, de cabeça e de seios
(este é opcional).
Não são permitidos golpes abaixo da linha
da cintura.
Não são permitidos golpes abaixo da linha
da cintura.
Golpes permitidos: na parte frontal ou
lateral do rosto ou abdômen do adversário.
Golpes permitidos: na parte frontal ou lateral
do rosto ou abdômen do adversário.




domingo, 11 de agosto de 2013

O RÚGBI E O FUTEBOL AMERICANO





Fonte: São Paulo (Estado) Secretaria da Educação.



O rúgbi tem sua origem diretamente associada ao processo de escolarização na Inglaterra, em meados do século XIX, quando as regras do futebol foram formalmente introduzidas em sete escolas públicas daquele país. Seis dessas escolas estavam praticando o mesmo tipo de esporte, mas na Rugby School (fundada em 1567) parecia haver uma versão completamente diferente.

As seis escolas associaram-se e prosseguiram na formalização do esporte, chamando-o de Football Association (que é a modalidade esportiva mais popular no Brasil, o futebol, atualmente regulamentada pela Fédération Internationale de Football Association, a Fifa), enquanto a modalidade praticada na Rugby School desenvolveu-se de modo diferente. Há controvérsia e incerteza sobre os motivos dessa diferenciação, mas ela é comumente atribuída à insistência dos alunos em correr com a bola nas mãos, o que era válido nas regras anteriores.

Sabe-se que, na década de 1830, esse tipo de jogada era comum entre os alunos daquela escola. Algumas regras estabelecidas naquele período permaneceram, como as pontuações por chutar a bola entre duas traves (verticais) e acima de um travessão (horizontal), permitindo tentativas de gol de longa distância, e o direito ao “prêmio” de uma tentativa extra de chutar, caso o jogador consiga invadir a defesa adversária com a bola em mãos. Era comum entre os defensores a permanência em grupo próximo às traves como tática. Por isso, a formação inicial do ataque e da defesa em cada jogada e a regra do impedimento foram tópicos definidos na época. O impedimento ocorria quando um jogador ultrapassava a linha demarcatória do local de início da jogada, antes da autorização.

Essa “linha” separava as duas equipes e, assim como ocorre no momento do passe/ lançamento no futebol, ela é também imaginária no rúgbi, dependendo de cada situação de jogo. Não era permitido passar a bola com as mãos para um jogador posicionado à frente.

Nesse caso o chute se faz necessário para realizar o passe. Entretanto, as regras foram registradas apenas em 1863, quando os alunos da Rugby School começaram a disputar competições com outras escolas e clubes. Com o aumento da competitividade, ocorreram algumas mudanças, sobretudo para minimizar as lesões e acidentes mais graves e, por volta de 1893, as regras do rúgbi tornaram-se praticamente as mesmas utilizadas até hoje e o esporte profissionalizou-se.



O futebol americano, derivado do rúgbi e do futebol, também teve sua origem vinculada ao processo de escolarização nos Estados Unidos no decurso do século XIX, mas a partir das faculdades e fraternidades de estudantes universitários. Um jogo que parece ter influenciado a modalidade foi o ballown, disputado por grupos de alunos na Universidade de Princeton, em que os jogadores deveriam transpor a defesa adversária, conduzindo a bola com os punhos e os pés. Não havia regras registradas quanto à agressividade no contato entre os jogadores ou à velocidade no jogo. Em Harvard, um jogo semelhante era disputado entre calouros e veteranos, marcando a confraternização dos estudantes no início do ano letivo. O jogo era disputado em uma segunda-feira chamada “sangrenta” por causa das condições da disputa.

Jogos semelhantes tornaram-se populares na região de Boston e as universidades passaram a organizar disputas entre suas equipes, até que em 1867 as primeiras regras foram formalizadas por iniciativa de Princeton. O esporte mantinha características comuns ao rúgbi e ao futebol, mas várias modificações foram feitas, principalmente a regulamentação do passe direcionado à frente com as mãos, e em 1906 foram estabelecidas as regras conhecidas atualmente. As mudanças ocorreram principalmente pela pressão das fraternidades e dos patrocinadores das universidades, cujos filhos praticavam a modalidade, para reduzir a incidência de lesões graves.

Logo depois, o futebol americano tornou-se profissional.





Rúgbi
Futebol Americano
Origem nas escolas públicas do sistema de Educação Básica da Inglaterra.
Origem nas faculdades do sistema privado de Ensino Superior dos Estados Unidos.
Duas equipes com 15 ou 7 jogadores em campo que não podem fazer passes com as mãos para a frente. Nesse caso os passes podem ser feitos com os pés. Geralmente cada equipe tem jogadores polivalentes: os mesmos jogadores atacam e defendem, podendo haver cinco substituições no caso do jogo de 15 e três no jogo de 7.
Duas equipes com 11 jogadores em campo cada uma que só podem fazer passes com as mãos para a frente antes de ultrapassar a “linha” inicial de cada jogada. Geralmente cada equipe tem dois times: os jogadores que atacam não são os mesmos que defendem. Obs.: quando uma equipe joga com os mesmos jogadores no ataque e na defesa diz-se que ela tem o estilo iron men (“homens de ferro”).
A equipe não é obrigada a avançar durante todo o tempo, mas cada tentativa de fazer gol recebe uma pontuação diferenciada (cada try vale cinco pontos), valendo mais caso seja convertida (cada conversion vale dois pontos).
Cada equipe tem quatro tentativas para avançar determinada distância (10 jardas, equivalente a 9,14 metros) e manter a posse da bola; caso não avance, a bola passa para a equipe adversária.
Se o jogador conseguir invadir o espaço do gol adversário portando a bola nas mãos e tocá-lo no solo (touchdown) com a bola em mãos ganha uma “tentativa de gol” (try); caso ocorra uma infração às regras, há o chute de pênalti (vale três pontos).
Se o jogador conseguir invadir o espaço do gol e tocar o solo (touchdown) com a bola em mãos, marca gol (seis pontos), tendo direito a um chute extra ao gol (um ponto).
O jogador pode chutar a bola para o gol fazendo transpor o travessão entre as traves durante as partidas (droap goal), marcando três pontos ou, ainda, optar pelo chute, no caso de cobrança de penalidade (três pontos).
O jogador pode chutar a bola para o gol (field goal), fazendo-a transpor o travessão entre as traves (vale três pontos).


quinta-feira, 11 de julho de 2013

PRINCÍPIOS DO TREINAMENTO FÍSICO




 Imagine a prática da musculação, durante a qual, conforme a evolução do aluno, aumenta-se o número de repetições dos movimentos e o peso dos halteres, caneleiras etc.
Agora, imagine um praticante de corrida que, com o passar do tempo, suporta maiores distâncias e em velocidades superiores. Por último, imagine praticantes de luta ou de atividades rítmicas que, com dedicação, alcançam maiores amplitudes e potência para saltos e chutes. As meninas são mais flexíveis enquanto os meninos são mais fortes. E todos eles, quando param de treinar, perdem as adaptações conquistadas com o treinamento. As pernas ficam pesadas e “enferrujadas”, perde-se massa muscular e, mal começam a corrida, já querem parar.

Nas situações descritas no parágrafo anterior, temos alguns princípios de treinamento. Saiba mais sobre eles:


  • Princípio da Sobrecarga: Quando aumentamos o número de repetições de um movimento, ou o tempo de execução, ou a carga (peso) ou a quantidade de dias que uma pessoa treina.

  •  Princípio da Continuidade: Quando não faltamos aos treinos e percebemos que com o tempo as capacidades físicas trabalhadas estão melhorando.

  • Princípio da Reversibilidade: Por outro lado, se faltamos aos treinos, ou se o Princípio da Sobrecarga não é observado, não damos continuidade às adaptações proporcionadas pelo treinamento, temos uma diminuição no desenvolvimento das capacidades físicas trabalhadas.
  • Princípio da Especificidade: Quando escolhemos um tipo de exercício específico para melhorar uma capacidade física .

  •  Princípio da Individualidade: Quando observamos que homens são mais fortes e mulheres mais flexíveis, que jovens são mais fortes que crianças e idosos, que indivíduos treinados são mais resistentes que os sedentários etc. 


 E finalmente, se queremos aumentar a massa muscular (hipertrofia), fazemos exercício de força; se, por outro lado, queremos aumentar a flexibilidade e, consequentemente a amplitude articular, fazemos alongamento; se queremos aumentar a resistência aeróbia, praticamos corrida.


Fonte:São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Caderno do aluno: educação física, ensino fundamental - 7ª- série, volume 3/ 2009.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

ORIGEM DO TÊNIS - COMO ESPORTE INDIVIDUAL


Ténis ou tênis é um esporte de origem inglesa, disputado em quadras geralmente abertas e de  superfícies sintéticas, cimento, saibro, ou relva. Participam no jogo dois oponentes ou duas duplas de oponentes, podendo ser mistas (homens e mulheres) ou não. A quadra é dividida em duas meia-quadras por uma rede, e o objetivo do jogo é rebater uma pequena bola para além da rede (para a meia-quadra adversária) com ajuda de uma raquete.
Para marcar um ponto é preciso que a bola toque no solo em qualquer parte dentro da quadra adversária incluindo o alvo do oponente, fazendo com que o adversário não consiga devolver a bola antes do segundo toque, ou que a devolva para fora dos limites da outra meia-quadra. O desporto assim possui aspectos de ataque (rebater bem a bola, dificultando a devolução do adversário) e defesa (bom posicionamento em quadra, antecipação do lance adversário etc).
O tênis possui um intricado sistema de pontuação, que subdivide o jogo em games/jogos e sets/partidas. Grosso modo, um game é um conjunto de pontos (15-30-40-game) e um set é um conjunto de game (1-2-3-4-5-set). Cada game tem um jogador responsável por recolocar a bola em jogo: fazer o serviço ou sacar. No tênis de competição, é comum que o jogador que serve fature o game, já que tem a vantagem do ataque e dita o ritmo do jogo. Desta forma, uma das estratégias de jogo é tentar inverter esta vantagem durante a troca de bola ou durante a defesa fazer com que o adversário, através de erros, perca os games em que está sacando. Ganha o jogo/encontro aquele que atingir um número de set pré-definido - geralmente 2 sets, sendo de 3 sets para os grandes torneios masculinos.

O jogo atual de tênis originou-se no século XIX, na Inglaterra. Porém, muitos historiadores acreditam que a origem do esporte data o século XII, na França, contudo usava-se a mão para bater na bola. No final do século XVI começou-se a usar raquetes para bater na bola e o jogo passou a ser chamado de "tênis", do francês antigo Tenez, que pode ser traduzido como "segure" ou "receba". O jogo era popular na França e na Inglaterra, onde era praticado em locais cobertos, onde a bola não batesse em uma parede. Mais tarde, o jogo seria chamado de "tênis real".
O torneio mais antigo de tênis no mundo, o Torneio de Wimbledon, foi realizado pela primeira vez em Londres em 1877. Essa primeira edição gerou um debate sobre a padronização das regras do esporte.
Em 21 de Maio de 1881, a United States National Lawn Tennis Association foi fundada para padronizar as regras e organizar as competições. O U.S. National Men's Singles Championship, hoje o US Open de tênis, foi realizado pela primeira vez em 1881, em Newport, Rhode Island. O torneio feminino se estabeleceu em 1887. O esporte também era popular na França, com o Aberto da França datando de 1891. Assim, Wimbledon, o US Open, o Aberto da França e o Aberto da Austrália (de 1905) tornaram-se os eventos de maior prestígio no tênis, algo que se mantém até hoje. Juntos, esses torneios são chamados de Majors ou Slams (termo retirado do basebol).
As regras mais abrangentes foram promulgadas em 1924, pela Federação Internacional das Regras de Tênis, hoje conhecida como Federação Internacional de Tênis, e se mantém até os dias atuais, com a principal alteração sendo a adição do tie-break, desenvolvido por Jimmy Van Alen. No mesmo ano, o esporte se retirou dos Jogos Olímpicos, tendo retornado somente em 1984, como um evento promocional. O sucesso do evento foi tão grande que o COI decidiu reintroduzir o tênis como um esporte olímpico na edição de 1988, em Seul. A Copa Davis, a principal competição internacional entre as federações nacionais, existe desde 1900. A versão análoga para as mulheres é a Fed Cup, iniciada em 1963.
Em 1968, após denúncias de lavagem de dinheiro envolvendo tenistas menos expressivos, iniciou-se a era aberta, onde todos os jogadores poderiam competir em todos os torneios. Com o estabelecimento da era aberta, também iniciou-se o circuito profissional internacional, aumentando a receita e a popularidade do esporte pelo mundo.

A origem do tênis a partir do jogo de paume

Há muitas teorias para o surgimento do tênis, mas há um consenso de que a França estabeleceu as bases reais do jogo com o surgimento do jeu de paume (jogo da palma), no final do século XII e início do XIII.

No tênis primitivo as raquetes não eram empregadas. Os jogadores usavam as mãos nuas e depois optaram por usar luvas. No século XIV, já havia jogadores que usavam um utensílio de madeira em forma de pá, conhecido como battoir, e que mais tarde recebeu um cabo e também as cordas trançadas. Era o nascimento da raquete, uma invenção italiana.

Com o tempo, o tênis deixou de ser jogado com a bola contra o muro, passando a ser praticado em um retângulo dividido ao meio por uma corda. Surgiu, assim, o longue-paume, que permitia a participação de até seis jogadores de cada lado. Mais tarde apareceu o court-paume, jogo similar, disputado em recinto fechado, mas de técnica mais complexa e que exigia uma superfície menor para sua prática.

Muitos reis da França tinham no jeu de paume sua principal diversão, a ponto de o rei Luís XI decretar que “a bola de tênis teria uma fabricação específica: com um couro especialmente escolhido, contendo chumaço de lã comprimida, proibindo o enchimento com areia, giz, cal, cinza, terra ou qualquer espécie de musgo”. Para se ter uma ideia do crescimento do esporte na França, o rei Luís XII (1498 – 1515) pediu a um francês de nome Guy Forbert para codificar as primeiras regras e regulamentos e fez construir em Órleans, cidade onde tinha o seu palácio, nada menos que 40 quadras.

Em plena Guerra dos Cem Anos, o rei Carlos V condenou o jeu de paume, declarando que “todo jogo que não contribua para o ofício das armas será eliminado”. A necessidade de tal proibição indica que o novo esporte alcançou uma grande popularidade na França.

Fonte: Texto extraído do site da Confederação Brasileira de Tênis: <http://www.cbtenis.com.br/historia>



Alguns nomes e técnicas

Saque: movimento que inicia a partida; o jogador lança a bola acima da cabeça e a golpeia para que chegue ao outro lado da quadra. É considerado o primeiro ataque ao adversário.
Golpes de fundo de quadra (direita/forehand e esquerda/backhand): facilitam o contato raquete-bola na frente do corpo, permitindo mais tempo para posicionar o corpo antes de golpear a bola e também golpear/devolver a bola na diagonal.

Sequência de movimentos:
1. preparação;
2. passos de ajuste;
3. terminação.

Smash: permite golpear a bola de cima para baixo, dificultando a devolução do outro jogador.

voleio: rebatidas realizadas antes que a bola toque o solo.

Todos os golpes do tênis apresentam três fases:
1. aceleração da raquete;
2. contato bola-raquete;
3. desaceleração.

·    Ace / Ás - Saque que, bem colocado ou batido com muita eficácia, não dá chance ao adversário de pegar a bola na tentativa de resposta.

·     Approach / Aproximação – O approach é o golpe que propicia ao tenista que o executou chegar à rede para tentar um voleio, feito próximo ao T na quadra.

·        Backhand - Pancada de esquerda (ou, para canhotos, de direita), batida com as costas da mão viradas para a frente.

·    Baloeiro - É uma gíria pejorativa utilizada entre os tenistas para se referir aos jogadores que mandam bolas altas (balões) de difícil devolução. Normalmente os jogadores iniciantes ou com pouca técnica se valem de tais artifícios para ganhar ao adversário, ainda que involuntariamente. Entretanto, há alguns jogadores profissionais famosos por "dar balão". Pete Sampras, por exemplo, apesar de não ser "baloeiro", costumava mandar bolas altas na esquerda de Agassi para vencer seu rival.

·      Break / Quebra de serviço / Quebra de saque - Ganhar o game em que foi o adversário quem sacou.

·      Break point - Ponto que favorece o recebedor e assim pode conduzir à quebra de saque.

·      Drive - Qualquer golpe dado no fundo da quadra.

·   Drop shot / Amortie / Deixadinha - É um golpe dado com efeito cortado (underspin) ou lateral (sidespin) para que a bola aterrisse perto da rede do lado adversário.

·     Falta - Um erro no saque (por sacar a bola para rede, para fora da área permitida, ou por pisar a linha de fundo de quadra). Dois erros consecutivos, ou dupla falta, fazem o servidor dar um ponto ao oponente.

·     Forehand: Pancada de direita (ou, para canhotos, de esquerda), batida com a palma da mão virada para fora.

·     Net/Let - Lance no qual durante a execução do saque, a bola toca a fita da rede (net) e cai dentro da área de saque, resultando em um novo primeiro ou segundo serviço.

·  Lob / Chapéu ou Balão - Golpe dado sobre o adversário quando ele está próximo da rede. Tecnicamente, o lob é uma passada só que a bola passa por cima dele (passing shot).

·   Love - é o mesmo que zero. Os estudiosos dizem que foi introduzido à linguagem do tênis por dois motivos: O primeiro deles é o fato de que se o jogador está com zero, significa que ele só joga por amor, em inglês Love. O segundo dele é o fato de na língua francesa, l'oeuf significar ovo, que parece um zero.

·      Passing Shot / Passada - Golpe dado sobre o adversário quando este está próximo da rede, em que a bola lhe passa pela esquerda ou direita.

·   Set / Partida - Parte da contagem do tênis. A série termina quando um dos tenistas atingir 6 games vencidos, desde que haja dois games de diferença. Há jogos em melhor de três ou cinco sets.

·     Slice / Fatiar ou Cortar - Golpe dado com a raquete quase na horizontal, como que "fatiando" a bola. É usado como recurso de defesa para quando não se está bem posicionado para executar um drive. Também é usado por muitos tenistas para fazer uma aproximação à rede ou simplesmente para quebrar o ritmo do adversário, que muitas vezes já espera uma bola veloz. Se for feito com força e de cima para baixo, produz uma bola de pouco ressalto (com efeito quica no chão e vai para um dos lados) muito difícil de responder, cujo expoente máximo terá sido Yannick Noah.

·      Smash - Golpe dado por sobre a cabeça, quando a bola vem alta do adversário.

·     Topspin (ou Golpe Liftado) - Golpe com efeito que faz a bola passar alta sobre a rede para, em seguida, sofrer uma brusca descaída e tocar o campo de jogo adversário dentro da quadra. Como o próprio nome diz, esse efeito é realizado com a raquete tocando a bola por cima (top), que faz a bola girar e ganhar velocidade ao tocar na quadra. Com esse efeito a bola viaja mais lentamente do que quando batida chapada ou, em inglês, flat. Este tipo de jogo é frequentemente usado em quadras de piso lento (saibro).

·    Vantagem - Ponto que desempata o placard de igualdade (40 a 40 ou deuce). Vantagem significa que o ponto seguinte pode concluir o game. Pode ser "vantagem do sacador" ou "vantagem do recebedor" . Em campeonatos internacionais, diz-se o nome de quem tem a vantagem.

·    Volley / Voleio - Ato de golpear a bola antes que a mesma toque a quadra. Geralmente é feito perto da rede.

·  Winner - Ponto vencedor. Bola lançada em local indefensável para o adversário. O winner pode ser dado num saque, voleio, deixadinha, passada ou golpe de fundo de quadra.

·         Contagem de pontos - Os pontos são dados nesta ondem: 0, 15, 30, 40. Em cada ponto existe um lugar certo para sacar, começando sempre pela direita.