domingo, 15 de julho de 2012

EXERCÍCIO AJUDA A CRESCER COM OSSOS FORTES


Atividade física na infância diminui o risco de fraturas no futuro, mostra estudo. E para entender a criança, vale quase tudo.
Um estudo divulgado na publicação da Academia Americana de Pediatria acompanhou crianças entre 7 e 9 anos, por um período de quatro anos, e constatou que atividade física garantiu o aumento da densidade óssea e do tamanho do próprio osso, sem possibilidade de fraturas. Pelo contrario: exercícios diários moderados antes da puberdade melhoram a resistência óssea, diminuindo esse risco.

Segundo o grupo de pesquisadores suecos responsáveis pelo trabalho, a criança que se exercita chega à velhice com menos probabilidade de desenvolver osteoporose. De acordo com a pesquisa, antes da puberdade há um crescimento celular mais intenso do osso, e o exercício potencializa este desenvolvimento.




A criança e a atividade física

Benefícios: Praticar exercícios desde cedo estimula o crescimento e aumenta a densidade óssea, diminuindo o risco de fraturas. Alem disso, a pratica estimula a produção hormonal, a coordenação motora, o conceito espaço-temporal, diminui o risco de obesidade e problemas cardíacos o futuro.

Periodicidade: O ideal é praticar cerca de 30 minutos diários de atividade física. É recomendado não passar de uma hora diária, o que não significa que a criança não possa brincar após a aula de alguma modalidade esportiva. Para se tornar ativa, no entanto, o ideal é se exercitar ao menos duas vezes por semana.

Precaução: Antes de começar uma atividade física, os pais devem procurar escolas ou academias recomendadas e, se possível, conversar com professor para conhecê-lo e até avaliá-lo. Também é importante notar se o local tem boas condições de funcionamento: segurança, limpeza e bons equipamentos, por exemplo.

Atividade indicada: O mais importante é que a criança goste de atividade física que pratica. Não há um exercício mais recomendado que outro. Para o pediatra Roberto Cooper, a criança deve, principalmente, se exercitar brincando. Quando acompanhada por profissional, o lúdico tem que estar sempre presente para motivá-la.

Sinais de desgastes: A criança dá sinais claros de desgastes ou insatisfação com alguma prática. Choro, irritabilidade e apatia são os mais comuns antes e até durante atividade. A criança também pode, simplesmente, dizer que não gosta ou que quer trocar de atividade, o que deve ser respeitado.


Fonte: Jornal O Globo

sábado, 7 de julho de 2012

EXERCÍCIOS FÍSICOS


EXERCÍCIOS FÍSICOS

ESFORÇO RECOMPENSADO


Mais do que uma questão estética, a prática esportiva é uma premissa de bem-estar. E quanto mais cedo se começa, melhor.

Nada de dietas mirabolantes ou dicas para conquistar uma barriga de tanquinho em sete formação e disposição. Não fumar, beber pouco álcool, comer bem, usar protetor solar e, principalmente, fazer exercícios físicos. A receita é simples. A prática regular de atividade física age em todos os sistemas e traz benefícios não apenas fisiológicos, mas também psicológicos e sociais.

Cláudio Pavanelli, fisiologista do exercício do centro de condicionamento físico Beone diz, “Normalmente estamos preocupados com a melhora dos aspectos físicos, mas há também o aumento da autoestima e da socialização, além da redução dos sentimentos de depressão, ansiedade e estresse”.

Entre os benefícios estão a perda de peso, o aumento da força, do equilíbrio e da resistência muscular, a diminuição do colesterol ruim e o aumento do colesterol bom e a melhora do comportamento da pressão arterial. Tudo isso reduz os riscos de doenças cardíacas, diabetes tipo 2, infarto e câncer de cólon. As vantagens incluem também a melhora da qualidade óssea, a proteção das articulações e a diminuição das quedas em idosos. E um estudo da universidade americana do Estado de Oregon mostrou que quem pratica, pelo menos, 150 minutos de exercícios por semana ainda dorme melhor e se sente mais alerta do que os mais sedentários.

Fonte: Guia de Bem estar – Ed. Caras

quarta-feira, 30 de maio de 2012

CAMINHADA



A prática regular da caminhada fortalece o corpo e acalma a mente








É indiscutível o beneficio da prática regular de exercício tanto para o corpo quanto para o bem estar emocional. Quando deixa-se a atividade física em segundo plano, ganha-se mais estresse e o corpo padece.

Para praticar exercícios, tempo e dinheiro não são empecilhos, pois qualquer lugar agradável proporciona uma excelente caminhada. Pode ser um parque ou até mesmo pela vizinhança. Quando a atividade física se torna uma diversão o corpo agradece.

Segundo especialistas, a caminhada é uma boa saída para a maioria das pessoas, de crianças a idosos, já que praticamente não tem contra indicações, requer pouco equipamento, pode ser realizada em diversos locais e, por ser uma atividade aeróbica, garante o bom funcionamento cardiovascular.

A caminhada nada mais é do que andar em um ritmo mais acelerado e constante. Como regra geral, a caminhada deve variar de 45 a 50 minutos com freqüência de cinco a seis vezes por semana, mas se não tiver tempo, três vezes já é um bom começo.

sábado, 21 de abril de 2012

Obesidade e sobrepeso em adolescentes


O sobrepeso e a obesidade em crianças e adolescentes têm se constituído em importante fator de preocupação na área da saúde publica. Primeiramente porque o excesso de peso e de gordura corporal nos jovens aumenta o risco de os adultos apresentarem sobrepeso ou obesidade. Segundo, em razão de o sobrepeso e a obesidade em idades precoces estarem associados ao aparecimento e ao desenvolvimento de fatores de risco que podem predispor aos adultos à maior incidência de distúrbios metabólicos e funcionais. Terceiro, em consequência de o sobrepeso e obesidade no adulto resultarem de comportamentos e hábitos inadequados quanto à dieta e à atividade física incorporados na infância e na adolescência de difícil modificação (Guedes, 1998).
Ainda segundo o autor, vários fatores associados aos aspectos alimentares e de prática da atividade física dos jovens podem contribuir para o aumento na prevalência do sobrepeso e da obesidade na adolescência. Com relação aos aspectos alimentares, coincidindo com o inicio da adolescência, o jovem passa a apresentar maior suscetibilidade à propaganda consumista das indústrias alimentícias, maiores oportunidades para consumir alimentos de elevado valor calórico fora de casa e maior capacidade para influenciar os alimentos a serem consumidos em casa. Quanto à atividade física, a aquisição de hábitos sedentários, traduzidos pela prática passiva de ocupação do tempo livre, mediante substituição de atividades lúdicas envolvendo esporte e esforços físicos mais intensos por diversões eletrônicas, parece ser a principal responsável pelo declínio na demanda dos adolescentes.
O jovem com excesso de peso e de gordura corporal demonstra ser mais resistência à pratica de atividade física em razão de sua reduzida capacidade de realização de trabalho muscular. Em parte, isso pode ser explicado porque os que apresentam sobrepeso ou são obesos evitam esforços físicos mais intensos. Contudo, ao se envolver com rotinas adequadas de exercícios físicos, prescritas e orientadas de acordo com a condição de maior peso corporal, sua capacidade de desempenho físico tende a se elevar paulatinamente, oferecendo condições para que seja possível tornar seu cotidiano mais ativo fisicamente (Guedes, 1998).

sábado, 14 de abril de 2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

Obesidade na Infância e Adolescência


A prevalência mundial da obesidade infantil e na adolescência vem apresentando um rápido aumento nas últimas décadas, sendo caracterizada como uma verdadeira epidemia mundial. Este fato é bastante preocupante, pois a associação da obesidade com alterações metabólicas, como a hipertensão e a intolerância à glicose, considerados fatores de risco para o diabetes mellitus tipo 2 e as doenças cardiovasculares até alguns anos atrás, eram mais evidentes em adultos; no entanto, hoje já podem ser observadas frequentemente na faixa etária mais jovem. Além disso, alguns estudos sugerem que o tempo de duração da obesidade está diretamente associado a morbimortalidade por doenças cardiovasculares.
Vários fatores são importantes na gênese da obesidade, como os genéticos, os fisiológicos e os metabólicos; no entanto, os que poderiam explicar este crescente aumento do número de indivíduos obesos parecem estar mais relacionados às mudanças no estilo de vida e aos hábitos alimentares. O aumento no consumo de alimentos ricos em açúcares simples e gordura, com alta densidade energética, e a diminuição da prática de exercícios físicos, são os principais fatores relacionados ao meio ambiente. O estudo de Oliveira et al., verificou que a obesidade infantil foi inversamente relacionada com a prática da atividade física sistemática, com a presença de TV, computador e videogame nas residências, além do baixo consumo de verduras, confirmando a influência do meio ambiente sobre o desenvolvimento do excesso de peso em nosso meio. Outro achado importante foi o fato da criança estudar em escola privada e ser unigênita, como os principais fatores preditivos na determinação do ganho excessivo de peso, demonstrando a influência do fator sócio-econômico e do micro-ambiente familiar. O acesso mais fácil aos alimentos ricos em gorduras e açúcares simples, assim como, aos avanços tecnológicos, como computadores e videogames, poderia explicar de certa forma a maior prevalência da obesidade encontrada nas escolas particulares. Contudo, esses dados não estão de acordo com os encontrados em países desenvolvidos, onde existe uma relação inversa entre o nível de educação ou sócio-econômico e a obesidade.
Diante do que foi discutido, percebe-se a importância da implementação de medidas intervencionistas no combate e prevenção a este distúrbio nutricional em indivíduos mais jovens. Algumas áreas merecem atenção, sendo a educação, a indústria alimentícia e os meios de comunicação, os principais veículos de atuação. Medidas de caráter educativo e informativo, através do currículo escolar e dos meios de comunicação de massa, assim como, o controle da propaganda de alimentos não saudáveis, dirigidos principalmente ao público infantil e, a inclusão de um percentual mínimo de alimentos in natura no programa nacional de alimentação escolar e redução de açúcares simples são ações que devem ser praticadas. Sobre a indústria alimentícia, devemos procurar o apoio à produção e comercialização de alimentos saudáveis.