terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

CAPOEIRA







A capoeira é uma expressão cultural brasileira que mistura arte-marcial, esporte, cultura popular e música.

Desenvolvida no Brasil principalmente por descendentes de escravos africanos com alguma influência indígena, é caracterizada por golpes e movimentos ágeis e complexos, utilizando primariamente chutes e rasteiras, além de cabeçadas, joelhadas, cotoveladas, acrobacias em solo ou aéreas.

Uma característica que distingue a capoeira da maioria das outras artes marciais é a sua musicalidade. Praticantes desta arte marcial brasileira aprendem não apenas a lutar e a jogar, mas também a tocar os instrumentos típicos e a cantar. Um capoeirista experiente que ignora a musicalidade é considerado incompleto.
A palavra capoeira é originária do tupi-guarani, que significa "o que foi mata", através da junção dos termos ka'a ("mata") e pûer ("que foi"). Refere-se às áreas de mata rasteira do interior do Brasil onde era praticada agricultura indígena. Acredita-se que a capoeira tenha obtido o nome a partir destas áreas que cercavam as grandes propriedades rurais de base escravocrata. Capoeiristas fugitivos da escravidão e desconhecedores do ambiente ao seu redor, frequentemente usavam a vegetação rasteira para se esconderem da perseguição dos capitães-do-mato.
Outras expressões culturais, como o maculelê e o samba de roda, são muito associadas à capoeira, embora tenham origem e significados diferentes.






A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos (fazendas produtoras de açúcar) do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África, faziam muitas danças ao som de músicas. 

Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta.


Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.


A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta.

Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro.



·         Estilos

·         Angola

Capoeira Angola refere-se a toda a capoeira que mantém as tradições da época anterior à da criação do estilo Regional. Em outras palavras é a capoeira mais tradicional. Existindo em diversas áreas do país desde tempos mais remotos, notadamente no Rio de Janeiro, em Salvador e em Recife, é impossível precisar onde e quando a capoeira Angola começou a tomar sua forma atual.
O nome "Angola" já começa a aparecer com os negros que vinham para o Brasil oriundos da África, embarcados no Porto de Luanda que, independente de sua origem, eram designados na chegada ao Brasil de negros de Angola. Em alguns locais a população se referia ao jogo de capoeira como brincar de Angola e, de acordo com Mestre Noronha, o Centro de Capoeira Angola Conceição da Praia, criado pela nata da capoeiragem baiana, já utilizava ilegalmente o nome capoeira Angola no início da década de 1920.
O nome Angola foi finalmente imortalizado por Mestre Pastinha, ao inaugurar em 23 de fevereiro de 1941 o Centro Esportivo de capoeira Angola (CECA). Pastinha foi
conhecido como grande defensor da capoeira tradicional, prestigiadíssimo por capoeiristas de renome como Mestre João Grande e Mestre Moraes. Com o tempo, diversos outros grupos de capoeira tradicional passaram a adotar o nome Angola para seus estilos.
A Angola é o estilo mais próximo de como os escravos lutavam ou jogavam a capoeira. Caracterizada por ser estratégica, com movimentos furtivos executados perto do solo ou em pé dependendo da situação a enfrentar, ela enfatiza as tradições da malícia, da malandragem e da imprevisibilidade da capoeira original. Alguns angoleiros afirmam que seu domínio é muito complicado, envolvendo não só a parte mecânica do jogo mas também características como sutileza, o subterfúgio, a dissimulação, a teatralização, a mandinga ou mesmo a brincadeira para superar o oponente.
A bateria típica em uma roda de capoeira Angola é composta por três berimbaus, dois pandeiros, um atabaque, um agogô e um ganzuá.

·         Regional

A capoeira regional começou a nascer na década de 1920, do encontro de mestre Bimba com seu futuro aluno, José Cisnando Lima. Ambos acreditavam que a capoeira estaria perdendo seu valor marcial e chegaram à conclusão de que uma reestruturação era necessária. Bimba criou, então, sequências de ensino e metodizou o ensino de capoeira. Aconselhado por Cisnando, Bimba chamou sua capoeira de Luta Regional Baiana, visto que a capoeira ainda era ilegal na época.
A base da capoeira regional é a capoeira tradicional mais enxuta, com menos subterfúgios e maior objetividade. O treinamento era mais focado no ataque e no contra-ataque, com muita importância para a precisão e a disciplina. Bimba também incorporou alguns golpes de outras artes marciais, notadamente o batuque, antiga luta de rua praticada por seu pai. O uso de acrobacias e saltos era mínimo: um dos fundamentos era sempre manter ao menos uma base de apoio. Como dizia Mestre Bimba, o chão é amigo do capoeirista.
A capoeira regional também introduziu na capoeira o conceito de graduações. Na academia de mestre Bimba, existiam três níveis hierárquicos: calouro, formado e formado especializado. As graduações eram determinadas por um lenço amarrado na cintura.
As tradições da roda e do jogo de capoeira foram mantidas, servindo para a aplicação das técnicas aprendidas em aula. A bateria, contudo, foi modificada, sendo composta por um único berimbau e dois pandeiros. Uma das maiores honras para um discípulo era a permissão para jogar iúna. O jogo de iúna tinha a função simbólica de promover a demarcação do grupo dos formados para o grupo dos calouros.
A única peculiaridade técnica do jogo de iúna em relação aos jogos realizados em outros momentos da roda de capoeira era a obrigatoriedade da aplicação de um golpe pré-estabelecido no desenrolar do jogo. O jogo também destacava-se pela maior habilidade dos capoeiristas que o executavam. O jogo de iúna era praticado apenas ao som do berimbau, sem palmas ou outros instrumentos, o que reforçava seu caráter solene. Ao final de cada jogo, todos os participantes aplaudiam os capoeiristas que saíam da roda.
A luta regional baiana tornou-se rapidamente popular, levando a capoeira ao grande público e finalmente mudando a imagem do capoeirista, tido no Brasil até então como um marginal. Das muitas apresentações que mestre Bimba fez com seu grupo, talvez a mais conhecida tenha sido a ocorrida em 1953 para o então presidente da república Getúlio Vargas, ocasião em que teria ouvido do presidente: A capoeira é o único esporte verdadeiramente nacional.

·         Capoeira contemporânea

A partir da década de 1970 um estilo misto começou a adquirir notoriedade, com alguns grupos unindo os fatores que consideravam mais importantes da Regional e da Angola. Notadamente mais acrobático, este estilo misto é visto por alguns como a evolução natural da capoeira, por outros como descaracterização ou até mesmo mal interpretação das tradições capoeirísticas.
Com o tempo toda capoeira que não seguia as linhas da Regional ou da Angola, mesmo as amalgamadas com outras artes-marciais, passou a se denominar Contemporânea.


·         Golpes e movimentos
Armada: pode ser aplicado pulando com as duas pernas ou com uma: uma perna giratória com o tronco ereto. Funciona como esquiva. Aplica-se estando em pé. um pé firma no chão e o outro faz um movimento livre; fazendo um movimento de rotação, varrendo na horizontal, atingindo o oponente com a parte lateral externa do pé

Aú: é conhecido como estrela, colocando-se as mãos no chão e jogando-se os pés para o ar. É utilizado na entrada da roda.

- Bênção: tem como objetivo acertar o adversário do abdômen para cima. A perna de trás da ginga é colocada para a frente com a intenção de empurrá-lo.

Cabeçada: realizado para desequilibrar o adversário, normalmente para acertar o abdômen ou o peito.
Chapa ou escorão: golpe executado com a “chapa” (região plantar) do pé.

- Cocorinha: esquiva, movimento que consiste em agachar o corpo, ficando de cócoras (com seus joelhos flexionados, mas sem tocar o dorso no chão), com o cotovelo flexionado e o antebraço levantado para bloquear golpes na cabeça.

Esquiva: a forma de se livrar de um golpe. Pode ser lateral, diagonal, atrás ou com a mão no chão. Após a esquiva, pode-se realizar um salto mortal.

Ginga: é a parte que mais se assemelha a uma “dança”. É comum esconder na ginga a malandragem do capoeira e enganar o adversário. A ginga serve também para descanso, sem tirar a possibilidade de ataque e contra-ataque.

Macaco: movimento que consiste em projetar-se partindo de cócoras. uma das mãos pode estar apoiada no chão. Realiza-se um movimento completo (giro) sobre o corpo, feito de forma transversal ao adversário, sendo crucial o olho no olho durante a realização desse movimento.

Martelo: movimento que se executa erguendo-se a perna ao mesmo tempo em que o corpo é inclinado lateralmente, batendo com a parte superior do pé.

Martelo cruzado: o capoeira dá um salto, girando para o lado em que o oponente será atingido. Também conhecido como martelo rodado ou parafuso.

Meia-lua de compasso: movimento no qual é usado o calcanhar para acertar o adversário, girando-se com uma das mãos no chão, colocando-as para a parte de dentro da ginga.

Meia-lua de frente: o mesmo movimento da meia-lua de compasso, só que este é dado com o corpo ereto, formando a imagem de uma meia-lua para baixo.

Ponteira: golpe frontal em que o capoeira usa a ponta do pé para atingir o adversário. É um golpe que sai de baixo para cima, semelhante ao martelo, diferindo por ser frontal e não lateral.

Quebra de rins: movimento em que o capoeira finaliza um aú, ou qualquer outro movimento similar, flexionando o membro superior de apoio (o que é usado para “sair” do aú) e levando o cotovelo em direção ao abdômen, na altura dos rins, fazendo assim com que seu corpo fique apoiado sobre o antebraço e o cotovelo flexionado, enquanto o outro antebraço permanece na altura da cabeça, até que um de seus pés toque no chão. Nesse momento, deve-se fazer o movimento chamado negativa para conseguir finalizar o movimento. Ao chegar nessa posição (negativa), pode-se levantar usando um outro movimento chamado rolê ou apenas “sair da negativa”, levantando-se e mantendo a posição de base da capoeira, dando sequência com outro golpe ou apenas gingando.

Queixada: movimento que permite dois tipos de execução (lateral e frontal). Na queixada lateral, a perna de trás da ginga cruza com a da frente que é, simultaneamente, levantada fazendo um meio círculo. Na queixada frontal, a perna de trás da ginga faz um movimento circular de dentro para fora para acertar o rosto do adversário com a parte externa do pé. A queixada frontal também é chamada de meia-lua de frente.
rasteira: consiste em apoiar as mãos no chão e girar a perna, em um ângulo de 360º, até que encaixe por trás do pé do adversário, arrastando-o com o objetivo de derrubá-lo.


·         Instrumentos da Capoeira



Berimbau
De origem africana, o berimbau, instrumento-símbolo da capoeira, é composto de um arco, dobrão (moeda de cobre) e uma baqueta. Os afro- descendentes brasileiros desenvolveram estilos próprios para tocar o instrumento, que diferem da maneira de  tocar das regiões africanas de ocupação banto.

 - Pandeiro
De origem asiática, foi trazido para o Brasil pelos colonizadores portugueses que os utilizavam nas procissões. Este instrumento hoje faz parte das composições de várias manifestações musicais. Nas rodas de capoeira tem presença certa ao lado de atabaques, berimbau e caxixi.

Atabaque
Presente nos rituais de candomblé, o atabaque, de origem afro-brasileira, é tocado com as mãos e dita, com outros instrumentos de percussão, o ritmo na capoeira angola.

Reco-reco
O reco-reco, de som peculiar, se incorpora a outros instrumentos de percussão e produz uma variação sonora combinada com o agogô na capoeira angola.

Agogô
O agogô é de origem africana, tem som metálico e faz contraponto com o berimbau e o atabaque. Ele também foi incorporado a outras manifestações musicais.

Caxixi
De origem ambígua (atribuem-se influências dos índios brasileiros e de africanos), este  cesto com sementes é utilizado, na capoeira, com o berimbau.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

CAPACIDADES FÍSICAS





São definidas como todo atributo físico treinável num organismo humano. Em outras palavras, são todas as qualidades físicas motoras passíveis de treinamento comumente classificadas em:







  • ·  Resistência: Capacidade física que permite efetuar um esforço durante um tempo considerável, suportando a fadiga dele resultante e recuperando com alguma rapidez.


  • ·         Força: Capacidade de exercer tensão contra uma resistência, que ocorre por meio de ações musculares


  • ·         Velocidade: Capacidade de executar movimentos cíclicos na mais alta velocidade individual possível


  • ·         Agilidade: Capacidade de mudar de direção do corpo no menor tempo possível


  • ·         Flexibilidade: Capacidade de realizar movimentos em certas articulações com amplitude de movimento apropriada


  • ·         Coordenação: Capacidade de realizar movimentos complexos de modo conveniente, para que possam ser realizados com o mínimo esforço.


Fontes: 

Caratê




CARATÊ

Entende-se como Karate-Do a prática complementar de formação cultural e desportiva baseada no desenvolvimento peculiar dos sistemas de defesa pessoal e evolução interior característicos de Okinawa em seus primórdios (século XVIII) e do Japão a partir do início do século XX.
Karate é uma palavra japonesa que significa "mãos vazias". É uma arte altamente científica, fazendo o mais eficaz uso de todas as partes do corpo para fins de auto-defesa. O maior objetivo do karate é a perfeição do caráter, através de árduo treinamento e rigorosa disciplina da mente e do corpo. O karate-ka (cultor de karate-do) utiliza como armas as mãos, os braços, as pernas, os pés, enfim, qualquer parte do corpo.

Além de ser um excelente meio de auto-defesa, o karate também é um meio ideal de exercício. Ele desenvolve a força, a velocidade, a coordenação motora, o condicionamento físico e é reconhecido também por seus valores terapêuticos.

O combate desarmado nasceu antes da história escrita, mas as origens mais remotas são obscuras, muitas vezes encobertas pelo folclore de uma variedade de culturas do mundo.

Várias formas de combate desarmado eram praticadas na Índia, na China, em Formosa e em Okinawa, uma ilha ao sul do Japão. Em Okinawa, as lutas desarmadas foram desenvolvidas em segredo durante muito tempo, devido à influência dos fidalgos japoneses que conquistaram a ilha, proibindo os seus súditos de carregarem armas. Esta proibição de andarem armados obrigou muitas pessoas a praticar formas de combate sem armas, em segredo.

O karate moderno nasceu na época em que o finado Mestre Gichin Funakoshi (1868-1957), então líder da Sociedade Okinawa de Artes Marciais, foi solicitado pelo Ministério da Educação do Japão, em maio de 1922 a conduzir apresentações de karate em Tóquio. A nova arte foi recebida entusiasticamente e foi introduzida em várias universidades, onde criou raízes e começou a florescer.

As lutas orientais são originárias de países como Índia, China, Japão e Coréia. Em sua formação, tinham um caráter voltado tanto para a defesa da nação, quanto para a do próprio praticante. Com o passar dos anos, principalmente após o contato dessas lutas com o Ocidente, surgiram alguns mestres que perceberam nelas potenciais possibilidades educativas, como autodomínio, superação de limites, aumento de concentração, exercício físico e atividades de lazer, situações que vão muito além dos preceitos formados em sua origem.






Diferenças entre luta e artes marciais:

As artes marciais, para esses autores, são práticas corporais de ataque e defesa, podendo ser também caracterizadas como lutas. A principal diferença entre as duas é que os praticantes de artes marciais, principalmente as de origem oriental, consideram que os conteúdos da cultura de origem da atividade teriam uma orientação filosófica que determinaria a sua diferença com as lutas.
A expansão do caratê e de outras lutas é percebida em desenhos animados, brinquedos, jogos de cartas e tabuleiros e nos mangás, histórias em quadrinhos conhecidas pelo público adolescente que aprecia o gênero. Nesse sentido, as artes marciais possuem um caráter introspectivo que pode ser muito benéfico à educação. As metas sempre dizem respeito aos limites, às possibilidades e peculiaridades de cada indivíduo em ação. Apesar de aparentemente o foco estar no oponente, o objetivo dessa prática é olhar e transformar a si mesmo, independentemente do outro. Para o praticante, é como se o “inimigo” fosse ele mesmo, com seus limites, medos, defeitos e fraquezas.
O caratê tem sua origem ligada à ilha de Okinawa, atualmente uma província japonesa localizada no extremo Sul do país. A localização estratégica de Okinawa caracteriza uma peculiaridade às tradições culturais mais próximas da China do que do próprio Japão. Preceitos culturais, filosóficos e religiosos também influenciaram o caratê e outras formas de combate no Japão.

A palavra japonesa karate, derivada do termo original to te, significa “mãos vazias”. A luta tem como característica a utilização das mãos, dos pés, dos braços e de qualquer outra parte do corpo como arma de defesa pessoal. No século XVI, Okinawa foi invadida e perdeu sua independência. Ninguém podia portar ou utilizar armas, fato que pode ser considerado importante para o surgimento do caratê.

A colônia japonesa foi responsável pela introdução do caratê no Brasil em meados da década de 1950. O Estado de São Paulo foi o primeiro a ter contato com essa luta que, anos depois, se expandiu para outros Estados brasileiros.

O caratê é praticado em um local chamado dojo (que significa “local onde se estuda o caminho”), e seus praticantes usam o gui, uma roupa de algodão composta por uma calça e uma blusa (semelhante a um quimono), amarrada por uma faixa colorida (que simboliza o nível de conhecimento do praticante).
Atualmente, o aprendizado das técnicas é dividido em três elementos:

·         - kihon (técnica fundamental) – base, defesas, socos e pontapés;
·         - katas (exercícios ou movimentos formais com “um ou dois inimigos imaginários”).
Esses exercícios apresentam cinco características:
1) sequência: movimentos e direção dos golpes;
2) respiração: alternância entre momentos de inspiração e expiração com intensidades diferentes;
3) combinações e tempo: sequência de movimentos combinados que dão “vida” ao kata;
4) forma e significado: posição dos golpes (mãos e pés) e significado da intenção de cada movimento;
5) olhos: significa concentração e indica a direção de execução dos movimentos e golpes;
·         - kumite (combate) – no qual se utiliza as técnicas do kihon e dos katas.

Devido ao fato do karate ter sido praticado secretamente no passado, um grande número de escolas e estilos (Ryus) foram desenvolvidos. Hoje existem inúmeras escolas no Japão, sendo as mais destacadas: Shotokan, Goju-Ryu, Shito-Ryu, Shorin-Ryu e Wado-Ryu, todas com ramificações pelo mundo afora.





Existem cinco escolas ou estilos de Caratê e cada uma delas apresenta diferentes combinações e aplicações das técnicas, utilizando força, velocidade e resistência, percebidos na movimentação das mãos e dos pés. As condutas para praticar o caratê são baseadas no respeito mútuo. Alguns movimentos do esporte assemelham-se aos de animais em seus habitats.

São elas:

·         Goju-Ryu: o nome advém de go (força) e ju (flexibilidade) e foi desenvolvido pelo mestre Chojun Miyagi. É uma técnica que prima pelo bloqueio para dar mais rapidez ao ataque e que exige muita resistência e força.

·         Shotokan: desenvolvido pelo mestre Gichin Funakoshi, quando divulgou o caratê nas outras partes do Japão. Seus alunos criaram a JKA (Japan Karate Association) que passou a ser o berço do estilo. Em japonês, shotokan significa “academia de shoto”; e shoto é “o som que o vento faz quando passa no pinheiro”, pseudônimo utilizado pelo mestre Funakoshi para assinar suas poesias. É um estilo com bases mais amplas, de movimentação rápida e com grande aproveitamento da movimentação dos quadris, no qual o equilíbrio é muito importante.

·    Shito-Ryu: criado por Kenwa Mabuni, é caracterizado por uma grande riqueza de movimentos (katas), que combinam velocidade e agilidade, força e contração muscular.

·         Wado-Ryu: significa estilo do caminho da paz e foi criado pelo mestre Hironori Otsuka. Difere dos demais estilos por usar o mínimo de esforço, imobilizações, esquivas e  golpes de impacto com os membros, além de arremessos e projeções. O bloqueio como técnica de defesa é transformado em movimento de ataque.

·         Shorin-Ryu: tem suas origens no karate de Sokon Matsumura. Shorin significa “floresta  de pinheiros”. É caracterizado pela respiração mais natural possível e por suas bases (posturas) mais altas.


Fonte:

ATLETISMO





CORRIDAS COM OBSTÁCULOS E BARREIRAS




·       CORRIDAS COM OBSTÁCULOS

As corridas de obstáculos fazem parte do atletismo antes mesmo do futebol existir. Tem como provas padrão 2000 m com obstáculos e 3000 m com obstáculos, sendo essa última uma prova olímpica masculina e feminina. Cada volta na pista terá 4 obstáculos e 1 fosso de água. No total o atleta terá que saltar 28 vezes sobre os obstáculos e 7 vezes sobre o fosso de água na prova de 3000 m. Na prova de 2000 m. os atletas terão que saltar 18 vezes sobre os obstáculos e 5 sobre o fosso.
Os obstáculos possuem 91,4 cm para provas masculinas e 76,2 para provas femininas. A largura mínima de obstáculos é de 3,94 m. O obstáculo do fosso deve ter 3,66 m de largura e deve ser fixado ao solo.
As barras dos obstáculos terão que ser pintadas com faixas em branco e preto, ou em outras cores fortemente contrastantes. Cada obstáculos deverá pesar entre 80 kg e 100 kg.
O atleta não poderá passar por baixo dos obstáculos, ou passar pelo lado. Se isso ocorrer ele será desqualificado da prova
Nos 3.000 m corrida de obstáculos, as quatro barreiras são fixas e pesadas. A terceira é colocada diante de um pequeno fosso de 3,6 x 3,6 m de superfície e um fundo com 45º, com profundidade máxima de 76 cm, que vai diminuindo gradualmente até atingir o nível da pista. Para passar pela da piscina, os corredores costumam se apoiar na barreira para tomar impulso, pulando o obstáculo.


CORRIDAS COM BARREIRAS
Nas provas de barreiras têm 84 cm de altura no feminino e 0,91 metros no masculino. Um atleta pode derrubar as barreiras, logo que não seja de propósito, caso um atleta derrube a barreira propositadamente este é desqualificado.
Tipos de provas Escalão Sénior
·         100 metros barreiras( sexo feminino)
·         110 metros barreiras ( sexo masculino)
·         400 metros barreiras( ambos os sexos)

As distâncias padrão são as seguintes:
Masculino: 110m, 400m
Feminino: 100m, 400m
Devem ser colocadas dez barreiras em cada raia
As barreiras devem ser feitas de tal forma que os contra-pesos necessitem de uma força de, no mínimo 3.6Kg e, no máximo 4Kg para derrubar a barreira.

Dimensões:
A largura das barreiras será de 1,18m a 1.20m.
O comprimento máximo das bases será de 70cm.
O peso total das barreiras não deverá ser inferior a 10Kg.
Todas as corridas devem ser disputadas em raias marcadas e cada atleta deverá manter-se em sua própria raia durante todo o percurso.


Provas com barreiras
Provas com obstáculos
Feminina
Masculina
Feminina e Masculina
Feminina e Masculina
100 m
110 m
400 m
3000 m
Nessas provas, há dez barreiras a serem transpostas, o que varia é a distância entre elas. Há diferença de altura nas provas femininas e masculinas e não é permitido apoiar os pés nas barreiras.
Nessas provas, há cinco obstáculos a serem transpostos. Há diferença de altura nas provas femininas e masculinas e é permitido apoiar os pés nas barreiras.








ARREMESSOS E LANÇAMENTOS







·         Arremesso do peso

O objetivo é arremessar o mais longe possível uma bola de metal maciço. Para os homens, o peso tem 7,260 kg; para as mulheres, 4 kg. No arremesso, o atleta mantém o braço flexionado, apoiando o peso junto ao pescoço. Deve permanecer dentro de um círculo com 2,1 metros de diâmetro.

História 
A antiga civilização egípcia incluía provas de arremesso de pedras em suas festividades, bem como os gregos, nas primeiras reuniões religiosas e esportivas, há mais de 3 mil anos. No século 17, soldados ingleses organizaram competições de arremessos de balas de canhão, o embrião do atual arremesso do peso.
A prova está presente nos Jogos Olímpicos da Era Moderna desde a primeira edição, em 1896, em Atenas.

·         Lançamento do Dardo

O dardo tem comprimento e peso diferentes para homens (mínimo de 2,60 metros e 800 g) e mulheres (mínimo de 2,20 m e 600 g). Na prova, os atletas, sempre com o braço totalmente estendido, devem lançar o dardo o mais longe possível, sempre dentro de um espaço delimitado por duas linhas marcadas no campo.

História
A prova é a que mais lembra o modo de vida das antigas civilizações, em que o dardo (lança) era usado para caçar e guerrear. A primeira aparição em Jogos Olímpicos deve ter sido por volta de 708 d.C., integrando o pentatlo. Faz parte do Programa Olímpico da Era Moderna desde 1908, na Olimpíada de Londres.



·         Lançamento do Martelo

Na prova, o atleta tem de lançar o mais longe possível um conjunto formado por uma bola de metal semelhante ao peso presa a um cabo de aço com uma empunhadura na outra extremidade. Em uma "gaiola" e em cima de um círculo de 2,13 m de diâmetro, o atleta faz o martelo girar até ganhar velocidade e o solta. O martelo tem de cair dentro de uma área delimitada no campo.

História
Do folclore irlandês vêm as façanhas de Cuchulain, que nos Jogos Atléticos do povo celta, por volta de 2 mil a.C, realizava prodígios de força e destreza. Conta a lenda que, em certa ocasião, amarraram uma grande pedra ao eixo de uma carruagem. Cuchulain rodopiou sobre o próprio corpo e lançou o aparato "a uma distância que nenhum homem podia igualar". Nascia o lançamento do martelo.

·         Lançamento do disco

O disco também é lançado de dentro de uma "gaiola". Para os homens, pesa 2 kg e mede entre 21,9 e 22,1 cm. Para as mulheres, o peso é de 1 kg, com diâmetro entre 18 cm e 18,2 cm. O atleta deve segurar o disco contra o antebraço do lado do lançamento, girar sobre si mesmo e fazer o lançamento, estendendo o braço.

História
Eternizado na famosa estátua Discóbolus, de Míron, na Antiguidade o lançamento do disco fazia parte do pentatlo, que também incluía salto em distância, o stadium (corrida de cerca de 200 m), lançamento do dardo e luta. Existem registros de discos feitos de pedra, ferro e bronze. Acredita-se que a prova tenha sido incluída no programa olímpico da 18ª Olimpíada da Era Antiga, em 708 a.C.; na Era Moderna, está presente já nos primeiros Jogos, em Atenas/1896.





Fonte: